quarta-feira, 16 de abril de 2008

Pesquisadores descobrem gene ligado à asma infantil

A revista científica Nature publicou recentemente um artigo referindo que uma equipa internacional de cientistas identificou um gene cuja mutação pode aumentar o risco de desenvolvimento de asma em crianças em 60% a 70%.

Esta descoberta poderá ser importante para o desenvolvimento de novos tratamentos para a doença respiratória.

Os cientistas compararam a composição genética de aproximadamente 1.000 pacientes afectados por asma infantil com a de 1.240 indivíduos sem a respectiva doença, concluindo que os marcadores localizados sobre o cromossoma 17 têm um importante efeito no risco e alteram os níveis do ORMDL3, um gene com níveis mais altos nas células sanguíneas das crianças com asma.

A equipa internacional de cientistas vai passar a dedicar-se a realizar outros estudos para identificar outros genes que ligados a factores ambientais podem proteger contra a doença.

domingo, 13 de abril de 2008

Alimentação rica em carne durante a gravidez afecta resposta dos filhos ao stress

Um estudo realizado por cientistas britânicos refere que indivíduos adultos cujas suas mães tiveram uma alimentação rica em carne durante a gravidez podem ter tendência a uma exagerada resposta hormonal ao stress.

O estudo consistiu na análise de 70 indivíduos adultos, filhos de mulheres britânicas, que no final da década de 60 foram informadas que deveriam ter uma alimentação rica em proteína e pobre em carboidratos para diminuir o risco de pré-eclâmpsia, complicação marcada pela alta pressão sanguínea.

Os cientistas recolheram amostras de saliva dos indivíduos objecto de estudo depois de terem sido submetidos a situações de stress. Algumas situações de stress que os indivíduos estiveram submetidos foram falar em público e fazer contas de cabeça.

A equipa de cientistas concluiu que os indivíduos cujas mães comeram mais carne durante a gravidez apresentavam maiores níveis de cortisol no organismo, “hormônio do stress”.

Refira-se que o cortisol em grandes quantidades no organismo aumenta o risco de hipertensão, diabetes e doenças cardíacas.

domingo, 6 de abril de 2008

Esmagadora maioria dos idosos tem medidas de cintura de risco

Mais do que a relação entre o peso e a altura, a medição da gordura acumulada em torno da cintura é o mais importante indicador de obesidade e de perigo para a saúde, afirma a coordenadora do estudo do perfil de envelhecimento da população portuguesa, Catarina Oliveira. E a situação na população estudada (com mais de 55 anos) é preocupante – 88,4 por cento apresentava um perímetro de cintura indicador de obesidade (o valor médio foi de 98,2 centímetros).


Tendo como base este indicador, os homens entram na zona de perigo quando as suas cinturas medem mais do que 94 centímetros, as mulheres mais de 80 centímetros.
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A professora da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Catarina Oliveira, explica que o perímetro da cintura “traduz mais a gordura acumulada nos órgãos internos, como é o caso do coração, dos vasos sanguíneos”.
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É este o tipo de gordura mais perigosa, porque indica maior risco de doenças cardio (enfartes) e cerebrovasculares (Acidente Vascular Cerebral). O peso, em relação com a altura, não é tão fidedigno na avaliação do risco porque também inclui o peso dos ossos ou dos músculos, explica.

Olhando para os dados, constata-se que é na faixa etária dos 65 aos 74 anos que a situação é mais alarmante: 90,5 por cento das pessoas têm um perímetro abdominal superior ao normal; o excesso de peso e a obesidade afectam 86,5 por cento das pessoas desta idade.

Avaliando a obesidade na relação peso/altura, constatou-se que só 15,5 por cento dos indivíduos a partir dos 55 anos têm um peso desejável. No total, 83 por cento têm excesso de peso ou obesidade.

“O estudo demonstra que temos que olhar para a obesidade na terceira idade”, sublinha Catarina Oliveira. Tendo sido detectada esta tendência, nota-se que “esta é uma área e uma altura em que se podem tomar medidas preventivas”, defende a professora da Faculdade de Medicina de Coimbra.

As causas? São muitas. A principal parece ser a falta de exercício. Detectou-se hábitos de vida com actividade física desfavorável em 68 por cento do total dos inquiridos, sendo pior nos mais velhos.

E, depois, há “uma questão educacional de base”. A média desta população ficou-se pelos cinco anos de escolaridade. As pessoas não estão alertadas para o perigo do sedentarismo e de a necessidade de ter bons hábitos alimentares, sublinha a docente.

Nos hábitos alimentares, os resultados encontrados não foram maus. Curioso seria repetir este mesmo estudo nas mesmas idades com a geração que hoje tem 20-30 anos, afirma.

Não querendo fazer “futurologia”, há indicadores que apontam para o agravamento da situação. “Esta geração [a do estudo] não tem ainda muitos maus hábitos alimentares”. Na opinião da investigadora, é expectável que a situação se agrave face aos índices de obesidade já detectáveis na infância e à mudança de padrões de consumo entre os mais novos.

in publico

terça-feira, 1 de abril de 2008

Alterações dermatológicas e fisiológicas da gravidez

Durante a gravidez, assiste-se a profundas alterações imunológicas, metabólicas, endócrinas e vasculares, que tornam a pele da grávida susceptível a transformações fisiológicas e patológicas.

»» Alterações da pigmentação

As alterações da pigmentação incluem a hiperpigmentação e o melasma. A hiperpigmentação é um fenómeno frequente, podendo ocorrer em cerca 90% das grávidas.

Observa-se especialmente uma acentuação das áreas já pigmentadas, como as aréolas mamárias, genitais, axilas e linha alba. Pode também condicionar a acentuação de nevos, efélides e cicatrizes.

O melasma ou cloasma (mascara da gravidez) é comum e afecta as áreas malares, centrofacial e mandibular. Este tipo de hiperpigmentação resulta dos depósitos aumentados de melanina na epiderme e/ou na derme. A luz ultravioleta e a luz visível podem agravar o melasma e mesmo induzir a sua perpetuação.

Na maioria dos casos, ocorre resolução no pós – parto podendo, contudo, verificar-se recorrência com a gravidez seguinte ou com o uso de contraceptivos orais.

»» Alterações das unhas e cabelo

Pode verificar-se hirsutismo, especialmente na face, braços, pernas e dorso, que normalmente regride nos seis meses após o parto.

Durante a gravidez, o período de anagénese do cabelo prolonga-se, e determina que, no pós-parto, um maior número de folículos pilosos entre em telogênese e assim se verifiquem queixas de aumento da queda de cabelo (deflúvio pós parto). As unhas também podem sofrer alterações como estrias transversais, onicólise distal e hiperqueratose subungueal.

»» Alterações glandulares

Durante a gravidez, ocorre um aumento da função écrina e sebácea com diminuição da função apócrina, daí que ocorra maior propensão para o aumento da incidência de miliaria, hiperhidrose e eczema desidrótico.

O efeito da gravidez sobre a acne é imprevisível, mas é possível em algumas pacientes, verificar-se um agravamento no primeiro trimestre da gestação. Durante o período de gestação, as glândulas sebáceas da aréola aumentam e aparecem como pequenas pápulas castanhas denominadas de “glândulas de Montgomery”.

»» Alterações no tecido conjuntivo

As estrias gravídicas (striae gravidarum) desenvolvem-se na maioria das mulheres entre o sexto e o oitavo mês de gravidez, sendo os locais mais frequentes de aparecimento, o abdómen, zonas mamárias, coxas e área inguinal.

»» Alterações vasculares

As transformações vasculares resultam da distensão, instabilidade e proliferação dos vasos e tendem a regredir depois do parto. São frequentes, as telangiectasias, as veias varicosas, a instabilidade vasomotora (flushing facial, palidez, sensação de calor e frio, cútis marmorata das pernas), e eritema e edema gengival.

É importante que, quer o médico, quer a grávida saibam reconhecer estas alterações fisiológicas para que se evitem preocupações e tratamentos desnecessários.

Dra. Inês lobo

Médica Interna do Internato Complementar de Dermatologia

Hospital de Santo António - Porto

in medicosdeportugal

sexta-feira, 28 de março de 2008

Cancro do Colo do Útero e o Papilomavírus Humano (HPV)

Factos e números importantes. O que é o cancro do colo do útero? O que é que provoca o cancro do colo o útero? O cancro do colo do útero apresenta sintomas? Como pode ser prevenido? Como é diagnosticado? Qual é o tratamento?

Factos e números importantes

São diagnosticadas anualmente cerca de 500.000 cancros do colo do útero em todo o mundo e 250.000 mulheres morem por esta doença neste período de tempo (o equivalente a quase 685 mulheres por dia ou 30 por hora).

Na Europa [i], são anualmente diagnosticados cerca de 33.500 cancros do colo do útero e 15.000 mulheres morrem em consequência da doença por ano (o equivalente a 40 mulheres por dia e duas mulheres por hora).

Apesar do rastreio para a detecção numa fase inicial, o cancro do colo do útero permanece a segunda maior causa de morte (a seguir ao cancro da mama) entre mulheres jovens (idades compreendidas entre os 15 – 44), na Europa.

O cancro do colo o útero é causado exclusivamente pelo Papilomavírus Humano [ii].

Estima-se que aproximadamente 70% de pessoas sexualmente activas serão expostas ao Papilomavírus Humano num determinado momento das suas vidas, frequentemente na adolescência ou na fase de jovens adultos.

A vacina do cancro do colo do útero cobre os tipos de Papilomavírus Humanos que causam 75% dos casos de cancro do colo do útero.
Estudos aplicando modelos matemáticos nos EUA demonstraram recentemente que a vacinação contra o cancro do colo do útero pode prevenir até 91% destes cancros cujos vírus são cobertos pela vacina, dependendo da estratégia de vacinação.

A primeira vacina contra o cancro do colo do útero foi aprovada nos EUA em Junho de 2006 e na União Europeia em Setembro de 2006. Até à data, foi aprovada em 55 países a nível mundial.

Até este momento os programas de vacinação só foram promovidos e financiados nos EUA, Canadá e Austrália.

O que é o cancro do colo do útero?
O cancro do colo do útero localiza-se no cérvix – a zona inferior do útero que o liga à vagina.

Apesar do rastreio para a sua detecção numa fase inicial, o cancro do colo do útero permanece a segunda maior causa de morte (a seguir ao cancro da mama) entre mulheres jovens (idades compreendidas entre os 15 – 44), na Europa [i].

Na Europa i, são anualmente diagnosticados cerca de 33.500 cancros do colo do útero e 15.000 mulheres morrem em consequência da doença por ano (o equivalente a 40 mulheres por dia e duas mulheres por hora).

O que é que provoca o cancro do colo do útero?
Ao contrário de muitos outros tumores malignos, o cancro do colo do útero é provocado por um vírus.

Este vírus é denominado Papilomavírus Humano.

O elo entre a infecção por Papilomavírus Humano e o cancro do colo do útero é muito mais estreito do que o elo entre o tabaco e o cancro do pulmão.
O Papilomavírus Humano é muito comum e facilmente transmissível.

Qualquer actividade sexual que envolva o contacto íntimo ou genital com uma pessoa infectada pode levar à transmissão do Papilomavírus Humano.

Não é necessária a penetração e os preservativos não garantem protecção contra o Papilomavírus Humano.

O Papilomavírus Humano é referido com sendo ‘silencioso’, dado que os indivíduos infectados pelo Papilomavírus Humano não apresentam frequentemente sintomas e, por isso, o vírus pode ser transmitido sem que a pessoa infectada o saiba.

Estima-se que aproximadamente 70% de pessoas sexualmente activas serão expostas ao Papilomavírus Humano num determinado momento das suas vidas, frequentemente na adolescência ou na fase de jovens adultos.

Existem mais de 100 tipos de Papilomavírus Humano, no entanto a grande maioria é inofensivas. Os tipos 6, 11, 16 e 18 causam a grande maioria das doenças genitais por Papilomavírus Humano, incluindo o cancro do colo do útero.
O Papilomavírus Humano é eliminado naturalmente em 90% dos casos.

Por vezes, o vírus permanece no organismo e pode causar lesões no colo do útero com potencial de progressão para cancro.

O cancro do colo do útero apresenta sintomas?

O cancro do colo do útero pode não apresentar sinais ou sintomas até atingir uma fase avançada.

Embora não específicos, alguns sinais de cancro do colo do útero podem incluir:

» Hemorragia vaginal anormal

» Dor durante o acto sexual

» Corrimento vaginal anormal

» Dor na região pélvica

COMO PODE SER PREVENIDO?

A vacinação contra o cancro do colo do útero como prevenção primária, em combinação com o rastreio para detecção precoce, maximizam a eficácia do programa de combate ao cancro do colo do útero.

» Prevenção Primária: Vacinação

Uma vez que o cancro do colo do útero é causado por um vírus, é um dos poucos tumores malignos em que pode ser administrada uma vacina profiláctica.

A vacina do cancro do colo do útero abrange actualmente os Papilomavírus Humanos dos tipos que causam 75% do cancro do colo do útero.

Estudos aplicando modelos matemáticos nos EUA demonstraram recentemente que a vacinação contra o cancro do colo do útero poderia prevenir até 91% dos cancros do colo do útero cujos vírus são cobertos pela vacina, dependendo da estratégia de vacinação.
A vacinação pode reduzir significativamente a incidência de resultados anormais nos rastreios, a necessidade das mulheres se submeterem a exames adicionais, ou a remoção cirúrgica das células cancerosas.

A vacinação de raparigas pré-adolescentes e adolescentes, antes da exposição ao Papilomavírus Humano, bem como de mulheres no pico de exposição, é considerada a abordagem mais benéfica.

A vacina funciona através da injecção de partículas tipo-vírus (VLP – vírus-like particles) que imitam de forma muito próxima este vírus, induzindo uma imunidade forte e persistente contra uma futura infecção por Papilomavírus Humano. As VLP correspondem a cápsides vazias de Papilomavírus Humano. Não incluem quaisquer genes virais e por isso não podem levar ao desenvolvimento de doença.

A primeira vacina contra o cancro do colo do útero foi aprovada nos EUA em Junho de 2006 e na União Europeia em Setembro de 2006. Até à data foi aprovada em 55 países a nível mundial.

Até este momento os programas programas de vacinação só foram promovidos e financiados nos EUA, Canadá e Austrália.

» Prevenção Secundária: Rastreio

O rastreio do cancro do colo do útero não previne a doença mas ajuda a detectar a presença de células anormais causadas pelo Papilomavírus Humano.

O rastreio deve ser mantido dado que as raparigas ou mulheres podem ter sido infectadas antes da vacinação e a vacinação não oferece uma protecção contra todos os tipos de cancro do colo do útero.

Em muitos países Europeus, os programas de rastreio enfrentam múltiplos desafios, incluindo: falta de adesão, baixo nível de sensibilidade e especificidade e ainda amostras inadequadas que requerem uma repetição do exame.

O rastreio do cancro do colo útero pode causar alguma ansiedade nas mulheres, podendo causar-lhes embaraço ou dor. O período de espera pelos resultados também pode ser um problema. A constatação de um resultado anormal, ou o facto de ter que se repetir o esfregaço para obtenção de um diagnóstico definitivo, causa uma carga emocional adicional.

Uma citologia negativa não garante que o cancro do colo do útero não irá desenvolver-se no futuro. Em casos raros, mulheres rastreadas regulamente podem vir a desenvolver cancro do colo do útero nos três anos após um exame citológico negativo.

Como é diagnosticado?

O esfregaço do colo do útero pode detectar lesões pré-cancerosas do colo do útero assim como cancro.

Também conhecido como rastreio, o esfregaço do colo do útero faz parte de um exame ginecológico.

Uma citologia anormal pode requerer a repetição do exame para verificar se células do colo do útero anormais ainda estão presentes, uma colposcopia para avaliar a existência de anomalias no colo do útero, e/ou uma biópsia para verificar se estão presentes células pré-cancerosas.

Qual é o tratamento?

Não existe um tratamento que elimine o vírus por si. Só a remoção de tecido anormal pode realmente prevenir a evolução de células cancerosas e pré- cancerosas para cancro invasivo.

O cancro do colo do útero pode ser tratado através de cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, isoladamente ou em combinação, dependendo do estadio de evolução da doença.

O tratamento cirúrgico é invasivo, pode ser agressivo para a doente e pode resultar em infertilidade. A radioterapia e a quimioterapia podem causar efeitos secundários graves a longo prazo, tais como menopausa precoce, problemas a nível da bexiga e intestino, infertilidade e uma menor resistência à infecção.
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[i] União Europeia com 25 membros mais Islândia, Noruega e Suiça
[ii] 99,7% dos cancros do colo do útero contêm material genético (ADN) do vírus

in medicosdeportugal

terça-feira, 18 de março de 2008

Revista Today: Boa gestão do bem-estar a caminho da terceira idade





1º Trimestre de 2008



Faça uma boa gestão do seu bem-estar a caminho da terceira idade.

Ao envelhecermos, o corpo modifica-se e isso afecta os nossos requisitos físicos e nutricionais. Mas isso não significa que chegou a hora de desistir de uma boa nutrição ou reduzir os seus níveis de actividade. Pelo contrário, agora até deve ter mais tempo livre, provavelmente os filhos já saíram de casa. Por isso, agora é uma excelente altura para começar a olhar mais atentamente para a sua dieta e para os seus níveis de actividade física.


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segunda-feira, 17 de março de 2008

Portugueses sofrem mais de diabetes - casos aumentaram 40%

Nos últimos sete anos, aumentou o número de portugueses a sofrer de diabetes, o que representa uma subida de 40% no número de casos.

A doença é um flagelo que afecta mais de 7% da população mundial, sendo uma das principais causas de morte em todo o mundo.
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Estima-se que dez em cada 100 portugueses sejam atingidos pela diabetes, como informa a SIC Online.

Por sua vez, cerca de 300 mil portugueses não sabem que têm diabetes, visto que a doença é silenciosa e pode permanecer assintomática por muito tempo.

Em Portugal, a diabetes tipo II é a mais frequente, atingindo principalmente os adultos, embora exista cada vez mais casos de crianças e jovens com este tipo de diabetes.

in fabricadeconteudos

quarta-feira, 12 de março de 2008

Ómega 3 pode ajudar no tratamento da epilepsia

Estudo refere que a gordura benéfica protege e estimula a formação de novos neurónios. Refira-se que a pesquisa foi realizada com ratos, todavia já estão a ser feitos testes em humanos.

A Band News noticiou que este estudo brasileiro declara que o Ómega 3, um tipo de gordura benéfica, pode melhorar a vida dos epilépticos, protegendo os seus neurónios. Acrescenta ainda que o Ómega 3 é um nutriente preventivo importante para doenças que causam alterações cerebrais, como os Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC) e os Traumatismos Cranio-Encefálicos.

A epilepsia configura-se como a doença crónica grave mais comum entre os brasileiros, atingindo cerca de 2% da população.

O Ómega 3 não é produzido pelo organismo humano, tendo que esta gordura ser obtida por meio da ingestão de alimentos como peixes marinhos (salmão, atum, bacalhau, sardinha, etc.), nozes, óleos vegetais e suplementos.

O coordenador da pesquisa, realizada pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), refere que este comportamento não tem contra-indicação, no entanto não tem uma acção tão eficaz quanto a de um medicamento antiepiléptico. Adianta que para a resposta ser ainda melhor, além da toma do medicamento, o paciente deve comer peixe pelo menos três vezes por semana.

adaptado de clicabrasilia

segunda-feira, 10 de março de 2008

Mais de 250 mil casos analisados - Excesso de peso associado a 13 tumores

Diabetes, hipertensão, colesterol, problemas na pele. A lista prossegue, repleta de doenças, diferentes entre si, mas tendo em comum a obesidade. De acordo com uma investigação realizada por cientistas britânicos e suíços, ao rol de enfermidades associadas ao excesso peso pode juntar-se, sem grandes dúvidas, o cancro.

Garantem os especialistas da Universidade de Manchester, do Hospital Christie e da Universidade de Berna que o risco de desenvolver um tumor maligno em quem sofre de obesidade é maior não só no caso dos cancros mais comuns – como o da mama, cólon ou rins – mas também naqueles com menor incidência, estando associado a 13 tumores.

Ao analisar mais de 250 mil casos de cancro e 141 estudos de diferentes origens, os especialistas concluíram que o risco de cancro associado a um aumento do índice de massa corporal (relação entre peso e altura) de cinco valores (o que corresponde a mais 15 quilos) é 24 por cento superior nos homens quando se trata do cancro do cólon e renal, percentagem que sobe no caso do adenocarcinoma do esófago (52 por cento) e do cancro da tiróide (33 por cento).

Nas mulheres, 13 quilos a mais do que o normal equivalem a um risco elevado, por exemplo, de cancro do endométrio e da vesícula (59 por cento) ou dos rins (34 por cento).

O trabalho, publicado na revista ‘The Lancet’, é mais uma prova de que a obesidade está associada ao risco de cancro. Porém, fica por esclarecer, segundo os investigadores, se a redução de peso pode servir de protecção contra os tumores malignos.

Este foi o tema de um estudo do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar e do Instituto Português de Oncologia do Porto. Rui Medeiros, um dos autores, verificou que o risco de cancro da próstata é maior entre homens com excesso de peso. Isto porque, explica ao CM, “a obesidade, pelo desequilíbrio que provoca no organismo, causa a activação de mecanismos que aumentam o risco de cancro”.
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SELO CONFIRMA QUALIDADE
Chama-se Alimento Positivo e pretende ser um selo de qualidade, sinónimo de reconhecimento oficial dos alimentos que podem fazer parte da ementa de uma alimentação saudável. É uma iniciativa da Plataforma contra a Obesidade, que viu há poucos dias publicado o seu regulamento. “Esta medida visa incentivar uma progressiva mudança nos hábitos alimentares da população portuguesa”, pode ler-se no documento que define as regras para o selo e determina as condições segundo as quais entidades públicas ou privadas da indústria de produtos alimentares e restauração podem candidatar-se.
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CRIANÇAS COM PESO A MAIS
É já considerada uma epidemia dos tempos modernos. Ninguém parece estar imune, nem mesmos as crianças, vítimas de uma educação alimentar, ou falta dela, que as condena a uma infância com quilos a mais, responsáveis, mais tarde, por problemas de saúde mais ou menos graves. Em Portugal, 24 por cento das crianças em idade pré-escolar apresenta excesso de peso. A estas junta-se ainda sete por cento de miúdos obesos, valor que aumenta quando se trata dos mais pequenos, com idades compreendidas entre os sete e os nove anos – 32 por cento tem peso a mais e 11 por cento já sofre de obesidade.

DOCES SÃO GRANDES INIMIGOS DA SAÚDE
Os doces e a chamada comida de plástico, tal como os hambúrgueres, são responsáveis pelo constante aumento do número de crianças gordinhas.

POPULAÇÃO EM RISCO CARDIOVASCULAR
Segundo um estudo nacional, mais de metade das pessoas entre os 18 e os 64 anos tem excesso de peso ou obesidade, sofrendo de risco cardiovascular acrescido associado a um perímetro abdominal acima do recomendado.

RISCO DOS QUILOS EM EXCESSO
A lista de problemas de saúde associados à obesidade é extensa. A doença, considerada uma epidemia, muda a vida e a saúde de quem dela sofre.

INFERTILIDADE
Estudos confirmam que a existência de um índice de massa corporal mais elevado pode contribuir para reduzir a fertilidade nas mulheres.

CANCRO
São vários os tumores malignos directamente relacionados com a obesidade. Entre estes contam-se os dos rins, cólon, tiróide, mieloma múltiplo, recto, bexiga, da mama e da próstata.

DIABETES
A obesidade é um dos principais responsáveis pelo aparecimento da diabetes tipo 2, fazendo aumentar três vezes o risco de desenvolver a doença.

HIPERTENSÃO
Restam poucas dúvidas de que obesidade e pressão arterial elevada estão relacionadas, com a primeira a piorar a segunda.

APNEIA
A obesidade é um factor que agrava o quadro de apneia do sono. Perder alguns quilos ajuda a melhorar o funcionamento dos pulmões e da respiração, ajudando a dormir melhor.

DOENÇA CORONÁRIA
Os obesos têm um risco acrescido de problemas cardíacos, dado o esforço acrescido que o excesso de peso exerce sobre o coração.
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COLESTEROL
O aumento no sangue dos valores das gorduras nocivas para o coração pode também ser atribuído à obesidade.

REALIDADE EM NÚMEROS
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» 20 por cento da população europeia é obesa, problema que tem grande impacto nas crianças e nas classes sociais mais desfavorecidas.
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» 50 por cento dos adultos de todo o Mundo serão obesos em 2025 se não forem adoptadas medidas para travar a actual tendência de crescimento.

» 400 mil crianças aumentam o número de obesos no Mundo, anualmente.

» 497 milhões de euros correspondem aos custos directos e indirectos da obesidade, isto é, cerca de 3,5 por cento das despesas directas com a Saúde.

» 18,5 a 24,9 é, segundo a Organização Mundial da Saúde, o intervalo de valores do índice de massa corporal considerado normal e saudável.

in correio da manhã

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pesquisa mostra que brasileiros comem mal

Uma pesquisa feita nas cinco regiões do país mostra que os brasileiros não se alimentam de forma saudável. Comem frituras demais e dispensam grelhados e verduras. Fazem as refeições diante da televisão. Gostam de ir a lanchonetes de fast food. Ingerem os alimentos rápido, com pressa. E, quando podem, "beliscam" algum lanche fora de hora.

"A maioria da população tem hábitos muito ruins, que mais cedo ou mais tarde terão repercussões sérias na saúde", diz o médico Luiz Vicente Berti, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (bariátrica é a cirurgia de redução do estômago).
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A pesquisa que retratou os hábitos alimentares dos brasileiros foi realizada a pedido dessa entidade médica pelo instituto de opinião Toledo & Associados. Entre julho e setembro do ano passado, foram entrevistadas, em suas casas, 2.179 pessoas de todas as classe sociais nas cinco regiões do país. É um dos mais completos e abrangentes estudos desse tipo já feitos no Brasil.
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Diante dos maus hábitos alimentares, a pesquisa apontou que 63,1% dos brasileiros estão acima do peso. Vivem no país cerca de 117 milhões de pessoas com sobrepeso ou obesidade. As conseqüências dos erros na hora de comer são as chamadas doenças crônicas não-transmissíveis, como a hipertensão, o diabetes e os males do coração, que podem levar à morte se não forem tratadas.
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Para o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica, os brasileiros comem errado por pura falta de informação. "As pessoas aprenderam com a mãe e com a avó que a comida tem de ser pesada, aquela montanha de arroz e feijão no prato. Acham que comer bem é deixar o estômago cheio", afirma Berti.

in gazeta do sul

terça-feira, 4 de março de 2008

Conheça os sinais de alarme do enfarte e do AVC

Os outdoors não deixam ninguém indiferente. Um coração e um cérebro, parcialmente cortados, são a imagem de marca de uma campanha de sensibilização pública, que arrancou no passado dia 15 de Janeiro, e cujo objectivo é alertar a população para as doenças cardiovasculares.

“Mais rápido que…” um acidente vascular cerebral (AVC) e um enfarte agudo do miocárdio (EAM) é o slogan de uma campanha, promovida pela Coordenação Nacional das Doenças Cardiovasculares do Alto Comissariado da Saúde, que, desde 15 de Janeiro, está nas ruas de todo o País. Em vários locais públicos, foram espalhados cartazes e outdoors com um objectivo cirúrgico: reduzir a mortalidade cardiovascular em Portugal.“

É possível ganhar vidas se o tratamento for instituído a tempo, mas, para que tal aconteça, é preciso que a população conheça os sinais de alerta, de modo a poder accionar, através do 112, o sistema médico pré-hospitalar”, explica o Prof. Ricardo Seabra Gomes, coordenador nacional para as doenças cardiovasculares.

Para servir este propósito, foram criadas as Vias Verdes que, como descreve Ricardo Seabra Gomes, “são estratégias organizadas de diagnóstico, encaminhamento e tratamento expedito, sobretudo na fase pré-hospitalar”. Mas, para que o doente seja encaminhado rapidamente para o hospital mais adequado, “é preciso actuar com urgência”.

O factor tempo é, aliás, uma condição essencial para que a terapêutica seja administrada dentro das três primeiras horas, após o início das queixas. Só assim será possível “abortar” o evento cardiovascular e impedir eventuais sequelas que, no limite, podem conduzir à morte.

“A primeira reacção do doente é esperar que os sintomas passem”, lamenta o coordenador nacional para as doenças cardiovasculares. E apela à população para que não se dirijam pelos seus próprios meios ao hospital, já que, através das Vias Verdes, os doentes beneficiam de um acesso directo e em tempo útil às unidades de intervenção mais apropriadas.

Sinais de alerta

Segundo Ricardo Seabra Gomes, perante uma dor forte no peito, suores, náuseas ou vómitos, o doente não deve ignorar os sintomas, principalmente se os mesmos persistirem por mais de 5 minutos. “O primeiro passo é ligar o 112”, afirma.

O Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) – local onde são recebidas as chamadas de emergências médica – “conhecedor das queixas, desloca os meios necessários a casa do doente”. Tratando-se de um enfarte, “o objectivo é realizar, rapidamente, um electrocardiograma: um exame que poderá ser feito no domicílio ou na ambulância”.

Confirmado o diagnóstico, o INEM transporta o doente para o hospital mais adequado, podendo iniciar o tratamento antes mesmo da chegada ao Hospital.

A instalação súbita de boca de lado, a dificuldade em articular palavras e a falta de força num dos membros são sinais que, à partida, podem denunciar a ocorrência de um AVC.

Contudo, neste caso particular, será necessário realizar uma TAC, em ambiente hospitalar, para confirmar se o evento é de origem trombolítica, ou seja, se resulta do entupimento de uma artéria. Para se proceder à realização deste exame, o INEM encaminha os doentes para um dos hospitais, definidos pela coordenação, onde exista uma unidade de AVC.

“É preciso ressalvar que, em ambos os casos, deve ser accionado o INEM, através da linha 112. Com o mecanismo das Vias Verdes, o doente carimba directamente o passaporte para as unidades de tratamento especializado”, completa.

in medicosdeportugal

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Especialista diz que amamentação reduz hipótese de obesidade na infância

O aleitamento materno é a primeira maneira de prevenir a obesidade, que na sua forma mais grave (obesidade mórbida) cresceu mais de 250% entre a população brasileira nas últimas quatro décadas. A informação é do nutricionista Fábio da Silva Gomes, da área de Alimentação e Nutrição do Instituto Nacional do Câncer (INCA), um dos responsáveis pela divulgação no Brasil de um relatório internacional no qual foram avaliados mais de 90 estudos realizados em várias partes do mundo sobre amamentação e fatores de risco ligados à obesidade.


O conjunto de estudos foi incluído entre outras sete mil pesquisas a respeito de nutrição, atividades físicas e prevenção de câncer, já que a obesidade está fortemente associadas a pelo menos seis tipos de tumores.
Segundo ele, até pouco tempo, a amamentação era recomendada por ajudar a proteger a criança contra infecções, no entanto, estudos recentes revelaram que o aleitamento materno também reduz as chances de obesidade na infância, e conseqüentemente, na idade adulta.

“Os estudos descobriram que entre as crianças que recebiam só o leite materno durante os seis primeiros meses de vida, a chance de se tornarem obesas durante a infância era muito menor. E isso é importante porque o excesso de peso durante a infância tende a se estender à idade adulta”, destacou o nutricionista.

Segundo ele, a mãe que amamenta até os seis meses está diminuindo a chance do seu filho se tornar uma criança e um adulto obeso, além de se proteger contra o câncer de mama. E alertou: “É comum vermos mães que têm boa condição financeira, mas trabalham muito e optam por não amamentar a criança, começando desde o início com uma alimentação com leite em pó, papinha. Isso pode provocar a obesidade que vai gerar um problema futuro para a criança “.

Crescimento - O aumento de 255% na obesidade mórbida entre a população brasileira, de 1975 a 2003, foi apontado por um estudo das Universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) divulgado na semana passada. De acordo com pesquisa, a parcela de pessoas acima dos 20 anos com obesidade mórbida passou de 0,18% em 1975, para 0,33% em 1999 e para 0,64% em 2003.

De acordo com Gomes, outras descobertas científicas mostraram ainda que bebês nascidos abaixo do peso normal e crianças que não ganham o peso adequado durante a infância apresentam uma espécie de programação no organismo que favorece o aparecimento de doenças crônicas como a obesidade, hipertensão e diabetes.

Ele conta que os primeiros experimentos começaram com ratos que passavam por grandes restrições alimentares na infância e depois, quando tinham alimento à vontade, aumentavam muito mais de peso do que os outros com alimentação suficiente no primeiro período de vida. “É como se estivessem tentando recuperar algo que deixaram de consumir, uma espécie de compensação,” explicou. Fábio da Silva Gomes ressalta, porém, que crianças dentro do peso previsto ou acima dele podem estar mal nutridas, já que nem sempre a condição física mostra a realidade nutricional.

Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que dos 95,5 milhões de pessoas com 20 anos ou mais, 38,8 milhões tinham excesso de peso, dos quais 10,5 milhões eram obesos, e aproximadamente 6% deles eram obesos graves. A maior incidência da obesidade mórbida foi observada nas regiões sul e sudeste do país entre as mulheres, onde o percentual foi de 0,95% contra os 0,32% registrados entre os homens.

in atarde online

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Reunião da ONU discute uso de insectos como alimento para países pobres

Alguns desses bichos podem ter tanta proteína quanto uma carne bovina ou de peixe.

Alternativa pode resolver problema da fome em nações menos desenvolvidas.

Já pensou em comer um gafanhoto? E um besouro? Que tal formigas ou abelhas?

Tudo bem, isso pode não ser exatamente o que dá água na boca na maioria das pessoas, mas é exatamente o que pode resolver o problema da fome em países mais pobres. É exatamente esse assunto que está sendo discutido durante uma reunião da Organização para Comida e Agricultura (FAO, na sigla em inglês) das Nações Unidas, na Tailândia.

Apesar de nojentinhos, alguns insetos apresentam tanta proteína quanto um belo bife ou pescado. Em forma de larva, muitos são ricos em gorduras, vitaminas e minerais.

E em muitos países o hábito não é apenas comum, como apreciado. Segundo dados da FAO, 527 diferentes tipos de insetos servem como alimento em 36 países da África, 29 da Ásia e 23 das Américas. Os tailandeses, por exemplo, apreciam nada menos que 200 diferentes tipos de insetos -- e um passeio pelas ruas do país mostra que ambulantes vendendo os bichos como petiscos são algo para lá de comum.

Na reunião, a agência da ONU vai discutir as possibilidades comerciais e nutritivas do consumo em larga escala dos insetos.

in g1.globo.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Riscos dos atletas de fim-de-semana

Para quem gosta da prática de desportos apenas de vez em quando, vale lembrar o ditado: “é melhor prevenir do que remediar”

Você é daqueles que adora bater uma bola no final de semana? Reúne os amigos no sábado e joga a manhã toda, certo? Ou então, gosta de jogar um ténis para relaxar e esquecer a semana. Ainda, gosta mesmo é de cair na piscina e nadar por horas, tentando melhorar seu próprio desempenho - ainda que longe dos profissionais. Seja qual for o seu caso, saiba que o mais importante é se prevenir para evitar surpresas desagradáveis. E não é preciso ficar alarmado, porque, se bem direccionado, o desporto pode ser de grande auxílio na sua estafante rotina diária.

Para o fisiologista e coordenador do CEMAFE/Unifesp (Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo), Turíbio Leite de Barros, a prática de desportos, ainda que esporádica, deve ser incentivada, mas sempre com cuidado. "O futebol de final de semana é um lazer. E é um momento que, do ponto de vista de doenças provocadas por excesso de trabalho, é uma terapia. Então isso deve ser valorizado e não desestimulado", diz. "Agora, é evidente que para valorizar a importância desse momento na vida de qualquer um também é importante estar alerta para eventuais riscos que ele possa correr ao fazer isso."

Falar em riscos, embora possa parecer alarmante, não deve ser visto sob este ponto de vista. É muito melhor avaliar os riscos e tentar eliminá-los para garantir uma prática tranquila, do que estragar a própria diversão com uma contusão - ou mesmo com algo mais sério. "Na verdade, o principal risco que se corre é que esse lazer acabe sendo o gatilho de manifestação de uma doença", diz Barros. "Essa actividade física pode disparar uma ocorrência até mesmo fatal de uma patologia que ele já é portador e não sabe. Nesse caso, o próprio prazer trazido pelo jogo deve ser um motivo para realmente se preocupar com a prevenção."

Sendo assim, fique atento aos seguintes conselhos:

1>> Em primeiro lugar, você precisa conhecer o seu corpo. Em cada detalhe. Conhecer sua condição física, saber se está em situação favorável à prática de desportos. Para isso, o primeiro passo é consultar um médico. "O exame médico é obrigatório. Muitas pessoas possuem patologias e não sabem disso. São pessoas que ficam dez, quinze anos, sem ir ao médico, sem fazer um exame mais aprofundado e se metem a praticar desportos", explica o coordenador do curso de Educação Física da FMU (Faculdades Metropolitanas Unidas), Flávio Delmanto.

"Antes de começar a fazer uma actividade, é importante passar por uma consulta médica, conversar com um especialista. Mesmo que não sinta nada. Se sente alguma alteração, algum sintoma mais complicado, aí tem uma razão ainda mais importante para passar por um check-up", aconselha o Médico Especialista em Medicina Desportiva do CEMAFE/Unifesp, Paulo Zogaib. "Muitas vezes o jovem acha que não tem que fazer o exame. Mas, no fundo, também precisa. Se já fez exame e sabe que não tem problema físico, tudo bem. Mas o certo é que todos, independente da idade, façam exame médico antes de começar a praticar desportos", acrescenta Delmanto.

2>> Se você acha que basta bater uma bolinha no final de semana e está tudo certo, errou. Manter uma actividade física regular é o melhor caminho para uma prática desportiva saudável. É o que alerta o doutor Zogaib: "Não dá para fazer exercícios uma vez por semana, mesmo que o futebol só ocorra aos domingos. Se mantiver bom condicionamento, melhorar a condição cardio-respiratória, circulatória, muscular e fizer uma dieta, o indivíduo vai estar apto para jogar no fim-de-semana. O complicado é ele não fazer nada a semana inteira e, no fim-de-semana, jogar duas, três horas de futebol. O organismo não está apto a isso".

Deixar a manutenção física apenas para o futebol, ou o ténis, ou o vólei - em geral, actividades de impacto - é uma agressão ao corpo. É como tirar um veículo do zero e exigir que, em poucos instantes, ele chegue a 200 km/h e mantenha esse desempenho. "Tudo que se puder fazer é ponto favorável para atenuar o impacto exagerado. Mesmo que a pessoa só possa fazer, realmente, uma caminhada duas ou três vezes por semana. Já seria alguma coisa e traria resultado", acrescenta Barros.

3>> A palavra-chave é prevenção. Se você está se cuidando, fez o check-up preventivo, está mantendo um bom condicionamento físico, parabéns. Suas chances de obter um bom desempenho - no sentido da saúde, não apenas de alcançar vitórias - são maiores. No entanto, se você não segue nada disso, e durante a prática sentiu algo diferente, ainda que de leve, pare. Esse é um sinal do seu corpo de que algo está errado. Aí, é hora de procurar um médico e relatar a ele o problema, fazer um check-up e garantir que tudo não passou de um susto.

"Se o indivíduo sentir a respiração ofegante, ou seja, falta de ar; batedeira no peito; suor profuso; tontura; desmaio; dor de cabeça; dor abdominal persistente: esses são sinais de que alguma coisa não está funcionando legal", alerta Zogaib. "Então, o cara tem que parar, fazer uma avaliação física, passar por uma consulta médica. Nesses casos, é claro que o organismo não está suportando a carga e alguma coisa está fora da programação."

No mais, o que importa é curtir o seu futebolzinho (ou o tênis, a natação, o vôlei) com seus amigos com tranquilidade. Se estiver tudo seguro, o desporto irá acrescentar saúde à sua vida. Não apenas no reflexo do condicionamento físico, mas também em relação à saúde mental, efectivamente como uma terapia. "Se a pessoa puder estender essa proposta a algo um pouco mais metódico, como manter uma actividade regular e depois jogar, além de ter o prazer e a integridade física preservados, ele registrará melhora de saúde e da qualidade de vida em consequência disso", finaliza Barros.

in universia

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Rolling Stones assumem-se contra as drogas

Os Rolling Stones, considerados um dos primeiros grupos de "bad boys" do rock, alertaram os jovens ídolos da música ao dizer que as drogas não dão satisfação.


Em declarações publicadas pelo jornal inglês "The Sunday Times", o vocalista da banda, Mick Jagger, de 64 anos, disse que, quando ele e os companheiros tiveram experiências com drogas, "pouco se sabia dos seus efeitos", e acrescentou que na época "não havia centros de reabilitação".

Jagger foi detido em 1967 por porte de drogas, embora actualmente seja mais conhecido no Reino Unido por ser fã dos exercícios físicos - o cantor corre quase 12 km por dia, além de praticar natação e boxe.

O guitarrista dos Rolling Stones e ex-viciado em heroína, Keith Richards, também de 64 anos, declarou que, se a cantora Amy Winehouse não deixar as drogas, acabará igual a ele.

O outro guitarrista do grupo, Ron Wood, de 60 anos, - que consumiu cocaína a ponto de lesionar o nariz - incentivou a modelo Kate Moss, no ano passado, a deixar Pete Doherty, da banda Babyshambles, que tem um longo histórico de envolvimento com drogas. Para Wood, Doherty "não era muito bom para ela".

No entanto, alguns críticos dos Rolling Stones acham que os integrantes da banda parecem-se mais com avôs que não se lembram do seu passado...

in jornal de notícias

terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Hábitos alimentares das crianças - Pequeno-almoço

Apenas uma em cada 27.500 crianças entre os seis e os dez anos consome alimentos sem açúcar ao pequeno-almoço.


“Alarmantes” foram os resultados de um estudo sobre os hábitos alimentares das crianças portuguesas, apresentado em Lisboa no final de Maio. A amostra de 27.500 alunos do ensino básico revelou que apenas 12,4 por cento das crianças inquiridas fazem escolhas saudáveis na primeira refeição do dia. Os alimentos mais frequentes ao pequeno-almoço são o pão com manteiga (47 por cento), as bolachas (54,1 por cento) e a fruta (37,3 por cento). No caso das bebidas, é o leite com chocolate o preferido. Cerca de quatro em cada 10 bebe leite simples e 13,2 por cento acrescenta-lhe café.

O estudo permitiu ainda detectar que 84,9 por cento das crianças, por saltarem refeições a meio da manhã ou da tarde, passam no mínimo 11 horas em jejum. Os erros na alimentação das crianças prejudicam o seu rendimento escolar, afectando o desenvolvimento cognitivo e físico.

Fonte: Lusa

O seu filho é provavelmente uma das 27.500 que não se alimenta convenientemente de manhã.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Consequências da má nutrição em doentes com cancro

Muitos dos doentes com cancro têm dificuldades em manter um bom estado nutricional por falta de apetite, má absorção e dificuldades mecânicas na mastigação e deglutição que lhes produz a doença. Este deficit nutricional influencia de forma negativa a sobrevivência do doente. A malnutrição energético-proteica (MEP) considera-se um factor de risco de mortalidade no cancro. A incidência de mal nutrição no doente varia entre 15-45% no momento do diagnóstico a 80% na doença avançada.


A doença oncológica é multifactorial e, desde o início do diagnóstico, deverá considerar-se o suporte nutricional como parte integrante do tratamento. O objectivo não é engordar o doente é nutri-lo. Proporcionar-lhe um estado nutricional aceitável melhorará a resposta ao tratamento, a qualidade de vida e o prognóstico da doença.

A presença e o grau de desnutrição vai depender do tipo do tumor, da fase da doença e do tratamento antitumoral recebido. As causas são múltiplas. Por um lado, produzem-se alterações metabólicas que alteram o apetite e a absorção de nutrientes. Por outro lado, os tratamentos aplicados agravam ainda mais o deficit de ingesta de alimentos, dando lugar à deterioração do estado nutricional. O conhecimento destes factores e a sua detecção precoce é imprescindível.

A caquexia associada às doenças oncológicas é uma síndrome paraneoplásica caracterizada pela perda progressiva e involuntária de peso, astenia e incapacidade para realizar actividades mínimas. Acompanha os estádios terminais das doenças crónicas. Surge em 2/3 dos doentes. As consequências clínicas da caquexia traduzem-se em emagrecimento com diminuição das reservas calóricas, anorexia com perda de apetite e saciedade precoce, astenia, debilidade, cansaço fácil, fadiga e diminuição da actividade física. As alterações metabólicas passam por anemia ferropénica, edema por falta de proteínas, deficit de vitaminas e electrólitos, alterações neurológicas (apatia; irritabilidade), alterações digestivas (gastrite; diarreia) diminuição da imunidade com alterações cutâneas e predisposição para infecções.

Recomendações nutricionais

As recomendações nutricionais para evitar a MEP vão melhorar a tolerância aos tratamentos e a qualidade de vida. Estas recomendações devem de individualizar-se, tendo atenção ao tipo de alimentos ingeridos, à alteração dos hábitos alimentares, etc. Deve de ser feito um estudo das necessidades do doente, sendo que, de forma geral, 55-60% da dieta à base de hidratos de carbono, 10-15% proteínas, 30% gorduras (7% saturadas, 8% polinsaturadas e 15% monoinsaturadas), com atenção ao aporte de vitaminas e sais minerais nas frutas e verduras e a uma correcta hidratação. A falta de apetite poderá corrigir-se com alimentos variados, em pouca quantidade e muitas refeições, cozinhados simples, grelhados ou cozidos e evitando alimentos com excesso de gorduras.

Existem formas de atingir as necessidades nutricionais. Em primeiro lugar, com suplementos ricos em leite (em pó, condensado), farinhas ou mel, com a finalidade de enriquecer a dieta, aumentando as calorias sem modificar a quantidade. Às vezes, é necessário recorrer a suplementos artificiais, com pouco volume, mas ricos em energia, proteínas, hidratos de carbono e gorduras.

O suporte nutricional utiliza-se para estimular o sistema imune e corrigir as alterações metabólicas produzidas no organismo pela caquexia tumoral. Os mais importantes são os ácidos gordos omega-3, como o acido eicosapentanoico (EPA), relacionados com a supressão das alterações metabólicas associadas ao cancro e com a estabilização do peso. A sua administração, em conjunto com proteínas e calorias suplementares promove a recuperação do peso, a restauração do tecido muscular e a um aumento da funcionalidade e da qualidade de vidas nos doentes oncológicos.

in medicosdeportugal

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento sobre Disfunção Eréctil


No Dia Europeu da Disfunção Sexual falar e informar com quem procura soluções para problemas relacionados com a Disfunção Eréctil, Diabetes e Hipertensão é a missão de uma equipa de profissionais de saúde composta por psicólogos e enfermeiros.


No dia 14 de Fevereiro, na Praça do Comércio, em Lisboa, e 15 de Fevereiro, na Praça dos Leões, no Porto, entre as 08h00 e as 19h00, a Unidade Móvel de Apoio e Aconselhamento “Saúde em Movimento” vai disponibilizar aconselhamento através do atendimento personalizado, anónimo e confidencial, efectuado por psicólogos e no gabinete de enfermagem, os utentes podem medir a pressão arterial e os níveis de glicemia.

A Unidade Móvel será um espaço de informação que pretende esclarecer as pessoas sobre a patologia e quebrar alguns tabus que lhe estão associados. Esta é uma iniciativa da Sociedade Portuguesa de Andrologia (SPA), com o apoio da Lilly Portugal que pelo sexto ano consecutivo assinala em Portugal, o Dia Europeu da Disfunção Eréctil.

A Disfunção Eréctil (DE) é definida como a incapacidade em atingir ou manter uma erecção suficiente para manter uma relação sexual. Estima-se que aproximadamente 189 milhões de homens em todo o mundo sofrem de DE. Especialistas acreditam que cerca de 80 a 90% dos casos de DE estão relacionados com situações clínicas como a hipertensão, a diabetes, a hiperlipidémia e o tabagismo, podendo ainda estar associada a outros factores como lesões neurológicas (prostatectomia radical, lesão da medula espinal, esclerose múltipla), e utilização de fármacos (anti-hipertensivos e anti depressivos). Os restantes 10 a 20% estão associados a factores psicossociais (depressão, stress). Em Portugal a disfunção eréctil é uma patologia com alta prevalência, afectando cerca de 500 mil homens.

“A disfunção eréctil é uma doença que pode ter graves repercussões na qualidade de vida do homem e do casal que muitas das vezes não sabe como e a quem recorrer para iniciar o tratamento. Para fazer frente a estas dificuldades, têm sido importantes as iniciativas de sensibilização e informação implementadas junto da população ao longo dos últimos anos. É fundamental alertar e sensibilizar os casais, informando-os da possibilidades de tratamento.”, refere o Professor La Fuente de Carvalho, Presidente da Sociedade Portuguesa de Andrologia.

in medicosdeportugal

Novos genes envolvidos no cancro da próstata identificados

Identificados sete novos genes envolvidos no desenvolvimento do cancro da próstata. Uma identificação que poderá vir a dar origem a um novo método de diagnóstico e ao desenvolvimento de novos medicamentos.


O cancro da próstata é o cancro mais comum que afecta os homens nos países desenvolvidos e aquele sobre o qual, segundo os especialistas, existe menor conhecimento, o que o torna de difícil diagnóstico e tratamento.

Cientistas do Institute for Cancer Research do Reino Unido em conjunto com uma equipa da Universidade de Cambridge anunciam ter identificado sete novos genes que estão associados a 60% de maior risco de desenvolvimento de cancro da próstata.

Os resultados do estudo de grandes dimensões estão publicados na edição de 10 de Fevereiro, da revista científica Nature Genetics e abrem as portas para novos métodos de diagnóstico através da identificação da presença destes genes no ADN dos pacientes.

«Nós identificámos sete loci associados com o cancro da próstata nos Cromossomas 3, 6, 7, 10, 11, 19 e X», escrevem os cientistas na Nature Genetics e adiantam que, «confirmados os estudos anteriores de loci comuns associados com o cancro da próstata no 8q24 e 17q. Para além disso, descobrimos que três dos loci agora identificados contêm genes candidatos à susceptibilidade: MSMB, LMTK2 e KLK3».

De acordo com os especialistas dois dos novos genes identificados poderão ser de extrema relevância para a prevenção e tratamento do cancro da próstata. Um deles, denominado de MSMB poderá vir a ser usado para um despiste mais eficaz da presença deste cancro nos homens. O segundo, denominado de LMTK2, poderá vir a funcionar como alvo de novos medicamentos.

O estudo genómico agora apresentado é, até à data, o de maior dimensão alguma vez realizado no domínio do cancro da próstata. No total envolveu cerca de 10 mil homens do Reino Unido e Austrália.

Inicialmente, os cientistas fizeram o scanner do ADN de 1171 homens que teriam tido um diagnóstico de cancro da próstata antes dos 61 anos e de 683 que apresentavam historial familiar de cancro da próstata – dois factores que indiciam uma maior probabilidade de desenvolvimento da doença.

De seguida, os resultados desta análise foram comparados com os de 1894 homens que constituíram o grupo de controlo por não serem portadores da doença e viverem nas mesmas localidades. Posteriormente, para perceberem se as sete variantes eram mais comuns em homens com cancro da próstata, os cientistas estudaram e compararam 3268 pacientes com a doença e 3366 homens sem a patologia.

«Estes resultados são um avanço nos nossos esforços para compreender a susceptibilidade do homem ao cancro da próstata», afirma Harpal Kumar, Chefe-executivo do Cancer Research UK, citado em comunicado da instituição.

O especialista adianta ainda que, «esperamos que estes resultados nos ajudem a iluminar algumas das principais dificuldades que os médicos e os investigadores enfrentam no diagnóstico e tratamento do cancro da próstata, para que, em combinação com outros avanços, possamos, derrotá-lo».

Tal como noutros países desenvolvidos, Portugal apresenta uma alta taxa de mortalidade por cancro da próstata, cerca de 1800 mortes por ano. O cancro da próstata ocupa ainda o terceiro lugar da incidência de doenças oncológicas. De acordo com dados da Associação Portuguesa de Urologia, estima-se que existam 130 mil homens afectados em Portugal e que, no futuro, quase 40% dos homens com mais de 50 anos venham a desenvolver a doença.

in TV Ciência online

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cientista cria peixe transparente para entender melhor o cancro

Foi criada uma nova variedade de peixe transparente que pode ajudar os médicos a entender melhor doenças como o cancro e o funcionamento das células estaminais.


Criado por Richard White, do Hospital Infantil de Boston, este novo peixe é uma variedade do peixe-zebra e, segundo o investigador, vai permitir um melhor acompanhamento de doenças e processos biológicos de evolução rápida.

O próprio investigador "testou" o peixe transparente, numa primeira experiência em que analisou a forma como células de um tumor na pele (melanoma) se comportaram depois de terem sido criadas, com um pigmento fluorescente, dentro do abdómen do animal. Segundo o investigador, em cinco dias, as células, vistas ao microscópio, alastraram-se da cavidade abdominal para a pele do peixe.

Para o investigador, esta reacção das células cancerosas é importante, pois indica que "quando as células de um tumor se espalham para outras partes do corpo, não o fazem de forma aleatória; elas sabem para onde ir”. Contudo, ainda não se sabe o que leva um tumor cancerígeno localizado a espalhar-se para outras partes do corpo, tornando-se posteriormente fatais.

Neste estudo, White disse ter sido capaz de ver exactamente como o cancro se começou a espalhar e mesmo como cada célula cancerígena se multiplicou individualmente – em tempo real, num ser vivo. “O que acontece num organismo vivo é diferente do que o que acontece numa placa de petri (instrumento cilíndrico de laboratório usado em culturas de células e microrganismos em geral)”, concluiu.

Noutra experiência levada a cabo pelo investigador, ele analisou detalhadamente como as células estaminais que levam à produção de células de sangue reagiram ao serem transplantadas no peixe transparente.

in ciência PT

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

O trilionário mercado do bem-estar

No livro The Wellness Revolution (A Revolução do Bem-estar), o famoso consultor americano "Paul Zane Pilzer" diz que a indústria do bem-estar cresce sem parar e deve ultrapassar a casa de 1 trilião de dólares ao ano, em 2010.

Um dos factores que impulsionam este mercado é a obesidade, cujos índices dobraram desde 1980. Porém, a maior fatia desse bolo é representada pela suplementação alimentar.

Actualmente, são gastos anualmente mais de U$ 80 biliões só em suplementos e vitaminas, em todo o mundo.

A indústria do bem-estar é universal e uma tendência que veio para ficar, afirma Paul Pilzer. Não faltará oportunidade para novos negócios, todavia alerta os candidatos a empreendedores do ramo que, mesmo tratando-se de um sector tão promissor, é importante saber o terreno que se está a pisar e ficar atento aos avanços tecnológicos.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Maçãs da Cova da Beira previnem cancro

Compreender os benefícios para o organismo humano através da ingestão de fibras de maças de variedades regionais foi o principal objectivo do “Projecto 930”. Uma pesquisa realizada entre várias instituições vem agora comprovar que a ingestão de maçãs ajuda na prevenção do cancro.


“Coma maçãs da Beira, pela sua saúde”. Este poderá muito bem ser um dos próximos slogans publicitários adoptados pelos comerciantes de fruta, sobretudo os da Beira Interior.

Segundo os investigadores da Escola Superior de Saúde Egas Moniz, “as maçãs da variedade Bravo Esmolfe, a mais produzida na Beira Interior, têm propriedades fitoquímicas que ajudam o organismo humano a prevenir diversos cancros”. Esta é a mais importante conclusão retirada do denominado “Projecto 930”. Um estudo realizado pela Escola Superior de Saúde Egas Moniz (ISCSEM), Pela Cooperativa Agrícola de Mangualde, pelo Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, através da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro e que contou com a colaboração do Instituto de Biologia Experimental e Tecnológica (IBET), da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FF/UL) e da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior.

Durante vários meses foram estudadas as propriedades fitoquímicas e as fibras das maçãs de variedades regionais das Beiras e de cultivares exóticas e os seus benefícios para a saúde.As conclusões desta investigação foram tornadas públicas na passada quinta-feira, 31 de Janeiro, na Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, na sessão de encerramento do Programa Agro.

Agostinho de Carvalho professor no Instituto Egas Moniz adianta que “as análises preliminares da maçã Bravo Esmolfe sugeriram que este fruto apresenta uma grande concentração em compostos bioactivos (polifenóis e fibras) e um elevado poder antioxidantes, podendo por isso ter características de alimento funcional, quer dizer, revelar influência positiva na prevenção de determinadas patologias, nomeadamente alguns tipos de cancros e doenças cardiovasculares”.

Para Catarina Duarte, investigadora do IBET, “a variedade Bravo Esmolfe, é a que apresenta melhores características na influência positiva”, existindo, todavia, outras variedades “com resultados bastante positivos”.

Neste estudo foram analisadas mais maçãs cultivadas na região e também algumas variedades exóticas com maior importância no consumo de maçã no País. Entre as espécies analisadas, destaque para as variedades regionais Malápio Fino, Bravo, Pêro Pipio e Malápio da Serra (de Gouveia) e as exóticas Golden, Starking, Fuji, Gala Galaxy e Reineta Parda. Algumas destas revelaram características que podem ser valorizadas comercialmente, “uma vez que têm riqueza nutricional que responde a algumas das preocupações que muitos consumidores portugueses têm com a saúde”, acrescenta Catarina Duarte.

De entre as várias conclusões desta análise, os investigadores envolvidos no projecto destacam ainda que “em comparação com as variedades exóticas, as maças regionais em estudo apresentam maiores actividades antioxidante e biológica, evidenciando desta forma características de produtos funcionais”.

Apesar do efeito bioactivo não ter sido significativo em 2006 nas variedades Malápio da Serra e Pêro Pio, “os resultados obtidos em 2007 são da mesma ordem de grandeza dos valores da Bravo e Malápio Fino”, atesta a investigadora do IBET.

Numa avaliação global e levando em linha de conta os resultados da análise sensorial e as características agronómicas das variedades que agora foram estudadas “concluiu-se que as variedades Bravo Esmolfe, Pêro Pipo e Malápio da Serra revelam características que podem ser valorizadas comercialmente, pois além das suas qualidades organolépticas, têm riqueza nutricional que responde a algumas das preocupações que muitos consumidores portugueses têm com a saúde”.

A variedade regional Malápio Fino poderia ser preferencialmente destinada à produção de fármacos, segundo os investigadores. Para além deste tipo de utilização, as maçãs da região “podem ainda dar uma nova face à agricultura da região”.

Agostinho de Carvalho sublinha que “estas novidades levam as pessoas a ter uma outra concepção da agricultura”. Isto porque, ao ficar provado cientificamente que os produtos agrícolas, sobretudo “os da região, trazem benefícios para a saúde e por isso mesmo a sua produção deve aumentar, os cidadãos acabam por apoiar esta actividade”, reitera.

in urbieorbi

Estudo apresenta remédio promissor para forma mais grave de leucemia

Um medicamento administrado para tratar o cancro nos rins mostrou-se promissor para o tratamento da forma mais comum e mais grave de leucemia em adultos, segundo um estudo divulgado recentemente nos Estados Unidos.

A droga Sorafenib, comercializada com o nome de Nexavar, ataca a mutação genética presente em quase um terço dos pacientes que sofrem de leucemia mielóide aguda (LMA).

"Os pacientes de LMA que apresentam esta mutação têm um prognóstico vital particularmente reduzido, e este medicamento muito específico aparece como um avanço significativo no tratamento da leucemia", declarou o principal autor deste estudo, Michael Andreeff, do centro de pesquisa sobre o cancro da Universidade de Texas (sul) em Huston.

Na primeira etapa de um estudo clínico, o Sorafenib reduziu a porcentagem média das células leucêmicas que circulavam no sangue de 81 a 7,5% e, na medula óssea, de 75,5 a 34%, em doentes que sofriam de leucemia mielóide e que apresentavam esta mutação genética.

Em dois dos 16 pacientes estudados, a taxa de células leucêmicas caiu a zero.

Não foi constatado nenhum efeito colateral grave no tratamento durante o estudo clínico, indicou Andreeff.

Além disso, o medicamento apresentou pouco efeito sobre as células que não apresentavam mutação genética nem sobre a formação das células sanguíneas normais.

A equipe de Andreeff também iniciou uma segunda fase do estudo clínico, combinando o Sorafenib e o tratamento clássico de quimioterapia para a leucemia mielóide aguda.

Aproximadamente 14.000 novos casos deste tipo de leucemia são diagnosticados por ano nos Estados Unidos e este câncer mata anualmente cerca de 9.000 pessoas.

O estudo foi publicado no Journal of the National Cancer Institute.

in ultimosegundo

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Comissão propõe rótulos com informação nutricional

Como uma das medidas tendentes à resolução do problema crescente da obesidade na Europa, a Comissão Europeia apresentou uma proposta que visa a inclusão, na rotulação dos produtos alimentares, das qualidades nutricionais dos produtos.


A Comissão Europeia apresentou no dia 30 de Janeiro uma proposta que visa a rotulação dos produtos alimentares contendo informação sobre as respectivas qualidades nutricionais, tais como a percentagens de sal e açúcar.

Os autores da proposta acreditam que a informação contida nos rótulos deverá ter influência nas decisões de compra dos consumidores.

A medida, apresentada pelo comissário europeu responsável pela pasta da saúde, Markos Kyprianou, enquadra-se na preocupação de inverter a crescente percentagem de população com problemas de obesidade na Europa, que é já responsável por 12% dos óbitos registados no continente.
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in reflexodigital

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Beckham lança hoje filial de escolinha no Rio Grande do Norte

David Beckham participa hoje na cerimónia de lançamento de uma filial de sua escolinha de futebol em Cabo de São Roque, no Rio Grande do Norte no Brasil.


A "David Beckham Academy" já tem escolas em Londres e Los Angeles.

O projeto será bancado por um grupo norueguês que construirá também hotéis no local, já visando a Copa-14 --Natal quer sediar jogos do Mundial.
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O atleta do LA Galaxy deve voltar hoje mesmo para Los Angeles.
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in folhaonline

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Modo de vida moderno favorece a obesidade

O modo de vida moderno é a principal causa no desenvolvimento da obesidade e o problema pode demorar mais de 30 anos a ser resolvido, segundo um estudo científico britânico publicado.

O estudo, realizado pelo centro de investigação governamental Foresight, apela às autoridades a mudanças sociais para lutar contra a obesidade, criando meios urbanos contra a obesidade, que facilitem as deslocações a pé e de bicicleta, e encorajando as pessoas a alimentarem-se de forma mais sã.

«As políticas que visam unicamente os indivíduos são inadequadas e não serão suficientes para inverter a tendência», referem os investigadores.

«É necessária uma acção eficaz importante para lutar contra a obesidade ao nível da população», acrescentam.

Numa altura em que a obesidade toca duas vezes mais britânicos do que há 25 anos, com cerca de um quarto dos homens e das mulheres a serem atingidos segundo dados de 2004, o estudo considera que serão necessários pelo menos 30 anos para resolver o problema.

«Mesmo que a responsabilidade pessoal desempenhe uma parte crucial no aumento de peso, a biologia humana é ultrapassada pelos efeitos de um ambiente factor de obesidade, com a abundância de alimentos ricos em energia, dos transportes motorizados e dos modos de vida sedentários», indica o relatório.

«Os habitantes da Grã-Bretanha tornam-se inexoravelmente mais fortes simplesmente por viverem na Grã-bretanha actualmente», refere o mesmo documento.

Em 2050, 60% dos homens e 40% das mulheres podem ser clinicamente obesos, se a tendência actual não mudar, segundo o estudo da Foresight.

in Diário Digital / Lusa

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Alunos britânicos vão aprender a cozinhar para combater obesidade

Os alunos do ensino médio no Reino Unido terão que aprender a cozinhar e a conhecer os alimentos na escola, após o governo decidir que a educação culinária deve ser obrigatória como medida para combater a obesidade.


O executivo decidiu que os alunos devem assistir a aulas de culinária uma hora por semana durante um trimestre do ano letivo, por causa dos últimos estudos publicados no Reino Unido que revelam que 1 milhão de jovens serão obesos em dez anos, informou nesta terça-feira (22) a imprensa britânica.

Para ajudar as famílias com menor poder aquisitivo, 2,5 milhões de libras serão destinados todos os anos para subsidiar a compra de alimentos. Atualmente, 85% das escolas britânicas oferecem alguma modalidade de aulas de culinária como parte opcional do currículo escolar.

O Ministério da Infância, Escolas e Famílias deseja que a educação culinária obrigatória entre em vigor em 2011. A Campanha para a Alimentação das Crianças, aliança formada por entidades do setor da saúde, sindicatos de professores e entidades de beneficência infantil, se mostrou a favor desta iniciativa do governo.

O Ofsted, órgão de inspeção das escolas no Reino Unido, criticou o tratamento dado à disciplina nos últimos anos, classificada como parte da área de desenho e tecnologia.

in globo.com

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Risco de cancro é maior em obesos

Muitos estudos têm demonstrado que a obesidade é um factor de risco a mais para o desenvolvimento de cancro. Entretanto, de acordo com os resultados encontrados por pesquisadores do International Obesity Task Force, estar apenas alguns "quilinhos" acima do peso ideal, já aumenta as hipóteses de desenvolver a doença.


Segundo W. Philip T. James, um dos membros do International Obesity Task Force, a relação entre a obesidade e o cancro está muito próxima e, no futuro, provavelmente, estará no mesmo patamar que o fumo.

O que mais chamou a atenção desses investigadores foi o facto de que, estar apenas poucos quilos acima do peso, já eleva o risco de desenvolvimento do cancro. Não somente isso, estar no limite superior do peso ideal e não fazer exercícios físicos, também aumenta as hipóteses para a doença.

Essas informações foram baseadas em mais de 7.000 estudos já publicados sobre o tema. Sendo assim, a importância do cancro agora passa a ser maior que a simples predisposição familiar; passa a ser também uma questão de peso.

Fonte: World Cancer Research Fund and American Institute for Cancer Research: Food, Nutrition, Physical Activity, and the Prevention of Cancer: A Global Perspective, 2007.

in boasaúde

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

IPO de Coimbra faz cirurgia inédita

O Instituto Português de Oncologia de Coimbra realizou, esta terça-feira, uma intervenção cirúrgica que vai permitir eliminar o cancro do colo do útero, sem comprometer a possibilidade da mulher engravidar no futuro.


O cancro do colo do útero mata uma mulher por dia em Portugal. Uma doença que no início é silenciosa, não provoca sintomas, sendo por isso essencial fazer um rastreio anual.

Este tipo de cancro afecta principalmente mulheres ainda jovens ou em idade fértil. Não é hereditário, é provocado por um vírus - o papilomavirus humano, que tem mais de 100 tipos diferentes. Alguns destes vírus conseguem transformar as células do colo do útero, causando lesões que em alguns casos evoluem para lesões cancerosas.

in TVI

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Falta de sono profundo aumenta risco de diabetes

Estudo sugere que bastam três noites de sono profundo interrompido para alterar os níveis de glicose no sangue.

A pesquisa foi publicada na Proceedings of the National Academy of Sciences, afirmando que perder três noites de sono profundo tem o mesmo efeito no controlo de insulina a aumentar 10kg de peso.

O estudo pretende alertar as comunidades mais jovens, especialmente porque a escassez de noites bem dormidas pode mesmo aumentar o risco de contrair diabetes tipo 2. Estudos previamente realizados já haviam demonstrado que a falta de horas de sono afectava a capacidade do corpo controlar os níveis de glicose no sangue, bem como o apetite, aumentando o risco de doenças como a obesidade ou a diabetes.

Segundo a equipa de investigação da universidade do centro de medicina de Chicago, a nova pesquisa incide particularmente na ligação entre a falta de sono profundo e o risco de contrair diabetes.

"Estas descobertas demonstram que existe um papel fundamental do sono profundo na manutenção dos níveis normais de glicose", afirmou Esra Tasali, autora da pesquisa. "Uma diminuição acentuada de sono profundo apresentou efeitos imediatos na sensibilidade da insulina e na tolerância à glicose", acrescentou a investigadora.

Os pesquisadores sublinham a importância de melhorar a qualidade de sono, sobretudo nos mais jovens ou em pessoas que sofram de obesidade, sendo este considerado como um passo fundamental para prevenir o aparecimento da doença.
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in farmacia.com.pt

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Grávidas que bebem prejudicam vida dos filhos

Conclusão é de estudo feito pela Faculdade de Medicina da USP de RP.

Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto são enfáticos: grávidas que consomem bebidas alcoólicas prejudicam a vida dos filhos. E o pior é que, a cada dia, nascem mais crianças com problemas mentais.

A USP realizou um estudo sobre os riscos da chamada “síndrome álcoolica fetal”, que reduz o tamanho do cérebro da criança. A conclusão foi a seguinte: a mulher que ingere álcool durante a gravidez aumenta em 36% as chances de ter um filho com problemas mentais.

Uma mulher que não quis se identificar descreve o problema que ocorre atualmente com sua filha. “Ela não ganha peso e tem muitas pneumonias, além de ser uma criança agressiva”, disse.

Os pesquisadores analisaram 900 alunos de Associações dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e concluíram que 50% dos problemas mentais têm causas genéticas. A outra metade vem de fatores externos, ligados ao comportamento das mães.

Se as deficiências mentais causadas por fatores genéticos estão mais distantes do controle da medicina, as geradas pelo consumo de drogas e álcool são 100% e, por isso, podem ser totalmente evitáveis. O problema é que 25% das mulheres que participaram da pesquisa disseram que continuaram a usar drogas ou a ingerir álcool durante a gravidez.

Em uma favela em Ribeirão Preto, agentes de saúde descobriram vários casos assim. “Minha prima tem 15 anos e está grávida. Ela tomava cerveja mas ainda não parou totalmente. Sempre converso com ela sobre isso”, diz uma dona de casa que se identificou somente como Gisele.

A informação é o primeiro passo, mas, às vezes, falar é pouco. Os mesmos médicos que fizeram a pesquisa agora se unem num alerta: é preciso agir. “O Brasil precisa entrar na fase da prevenção, ou seja, nós não podemos ficar somente reabilitando os deficientes, com fisioterapia, fonoaudiologia... Não vai haver fisioterapeutas e fonoaudiólogos suficientes para atender à quantidade de deficientes que estão sendo produzidos no Brasil”, diz o geneticista João Monteiro de Pina Neto, professor de Medicina da USP.
Na rede pública de saúde, já existem serviços de acompanhamento de grávidas. “Há uma capacitação de todos os profissionais para fazer isso”, explica Maristela Carbol Patta, coordenadora do Centro de Saúde Escola da USP.

Mas, na avaliação dos pesquisadores, a abrangência é falha e, por vezes, quem mais precisa de cuidados, acaba ficando sem. “Esse atendimento existe, mas é falho e não é direcionado para estas mulheres, que têm o vício e estão engravidando“, afirmou a médica geneticista Lisandra Mesquita Batista.

Para o médico geneticista Daniel Fantozzi Garcia, além da falta de informação, há um problema social envolvido. “Muitas usam o álcool para compensar um quadro depressivo e não sabem que isto traz um problema para o feto. O importante é a gente ter em mente, que das causa ambientais, o ácool seria 100% prevenível. É só abolir o uso do álcool na gravidez.”

in notícias eptv.globo

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Exposição solar pode ser benéfica e ajuda a gerar vitamina D

A exposição moderada da pele ao sol pode ser benéfica para algumas pessoas e ajuda a gerar vitamina D, que protege contra certas formas de cancro e outras doenças, revela um estudo publicado segunda-feira.


Cientistas norte-americanos e noruegueses indicam, num estudo divulgado na revista «Proceedings of the National Academy Sciences», que os benefícios da radiação solar podem ter mais peso que o risco de desenvolver cancro de pele.

«Desde há muito que se sabe que a radiação solar é a principal causa de cancro da pele», recordou Richard Setlow, biofísico do Departamento de Energia dos Estados Unidos.
O grupo, encabeçado por Setlow, foi o primeiro a estabelecer que os raios ultravioletas (UVA) e a luz são as causas principais do melanoma maligno, forma mais letal do cancro da pele.

No entanto, os cientistas recomendam que é necessária protecção contra os efeitos da posição excessiva aos raios solares.

Setlow destacou que, em muitos casos, essa radiação origina a vitamina D nos seres humanos e desempenha uma função protectora em vários tipos de cancro e possivelmente em outras doenças.

Como resultado de uma maior exposição solar, os australianos, que vivem próximos da linha equatorial, produzem 3,4 vezes mais vitamina D que os habitantes do Reino Unido e 4,8 vezes mais que os escandinavos, indicaram os cientistas.

«Existe uma clara diferença Norte-Sul na produção de vitamina D e os que vivem em latitudes setentrionais produzem menos do que aqueles que vivem próximo da linha do equador», adiantaram.

Os cientistas descobriram igualmente que a incidência de outros tipos de cancro, como do cólon, pulmões, mama e próstata, também aumentam segundo a diferença Norte-Sul.

Quando analisaram a taxa de sobrevivência, os cientistas descobriram que quem vive em latitudes meridionais tem menos possibilidades de morrer de cancro que os do Norte.

«Os nossos dados são uma indicação do papel benéfico que desempenha a vitamina D induzida pelo sol no que se refere ao cancro», afirmaram os cientistas no estudo.

A vitamina D encontra-se em muitos alimentos, nomeadamente no óleo de fígado de bacalhau, leite e suplementos dietéticos.

in diário digital

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Neurónios têm mais importância individual do que se pensava

Os neurónios têm, individualmente, um papel mais importante do que se julgava até agora, segundo estudos que melhoram a compreensão das interacções entre células do cérebro e que descrevem a influência de um só neurónio na percepção.

O estudo, publicado na revista Nature, revela que cada neurónio, tal como uma árvore com várias raízes que procuram o contacto umas com as outras, estabelece conexões, as chamadas sinapses, onde os mensageiros químicos (neurotransmissores) asseguram a comunicação com os neurónios vizinhos.

Ao nível de cada sinapse, a informação ou ordem, é assim transmitida entre um neurónio "pré-sináptico" e um neurónio "pós-sináptico".


Quando de um processo de aprendizagem, certas sinapses são reforçadas e algumas conexões são privilegiadas.

Os trabalhos de Christopher Harvey e Karel Svoboda, do Instituto Médico Howard Hughes, nos Estados Unidos, mostram que os efeitos de um só neurónio sobre a plasticidade cerebral, ou seja a capacidade do cérebro em aprender e a adaptar-se ao modificar as conexões, são mais importantes do que se havia demonstrado até agora.

Para além do 'diálogo' directo entre neurónio pré-sináptico e neurónio pós-sináptico, a conversação estende-se a outras células nervosas vizinhas.

O estudo, efectuado em ratos, dos neurónios do hipocampo, a região do cérebro que intervém na memória, mostra que a plasticidade de uma sinapse «pode ser influenciada por eventos em sinapses vizinhas», revelam os investigadores.

Estas interacções locais entre sinapses, cujos efeitos se estendem a uma distância de 0,01 milímetros, e que continuam durante um máximo de dez minutos, podem reforçar ou facilitar as conexões entre neurónios próximos.

A descoberta desta forma de cooperação entre sinapses próximas «abre várias pistas de pesquisa», sobretudo para compreender os mecanismos celulares, afirma num comentário Barnado Sabatini (Havard Medical School, Boston, Estados Unidos).

Num outro estudo, Michael Brecht (Universidade Humboldt, Berlim) e o seu colega Arthur Houweling, conseguiram modificar num rato a reacção ao toque ao estimular electricamente um só neurónio do córtex.

in TSF online

sábado, 5 de janeiro de 2008

Beckham vai treinar no Arsenal: «É um privilégio», diz Wenger

David Beckham vai treinar durante algumas semanas com o Arsenal, durante a paragem da Major League Soccer norte-americana. O inglês tentará manter elevados os seus índices físicos e aproveitará, Segundo Arsène Wenger, para dar umas lições «de borla» aos mais jovens gunners.

«Ele vai estar connosco durante algumas semanas e trabalhará com a equipa principal e com a de reservas. É um privilégio», referiu Wenger, técnico do Arsenal. «Pode dar bons conselhos. Os mais novos irão olhar com respeito para o David».

Arsène Wenger assumiu-se como um admirador da forma de estar de Beckham no futebol. «Sempre mostrou paixão pelo futebol e respeito pelos seus treinadores, mesmo quando não era utilizado. Nunca foi mimado. Teve muita força mental, também, como demonstrou no livre directo que garantiu o apuramento da Inglaterra para o Mundial 2002».

Wenger aproveitou ainda para elogiar a política do Arsenal, sustentada em grande parte na aposta em jogadores jovens. «Que outro clube no mundo faz o que nós fazemos? Nenhum. Olhem para o Real Madrid e para o AC Milan. Quais são os jovens que jogam lá?», inquiriu o técnico francês

in Maisfutebol